UA-60948935-1 Intercâmbio Universitário no exterior: é para mim?
14 março 2017
Comentários  0

Existem diversos modelos de Programas de Intercâmbio (cursos de idiomas, high school, trabalho remunerado, entre outros) e o Intercâmbio Universitário vem ganhando destaque entre as opções.

Universitários brasileiros desejam cada vez mais vivenciar o Ensino Superior em Instituições estrangeiras e ampliar sua visão na sua área de conhecimento. Sabendo deste desejo e da importância acadêmica, profissional e pessoal do intercâmbio, as Universidades brasileiras buscam acompanhar esta tendência, internacionalizando-se e oferecendo Programas de Mobilidade Acadêmica internacional aos seus alunos.

Mas você já se perguntou como é cursar uma Universidade no exterior? Ou ainda, por que deixar o conforto do seu lar para estudar em uma Universidade estrangeira e quais as oportunidades que esta vivência poderia trazer para o seu futuro?

Sabe-se que cada Universidade tem seus critérios e pré-requisitos para o processo de seleção. Mas antes de embarcar em aspectos operacionais te convido a priorizar você como elemento principal nesta jornada, e considerar alguns aspectos desta experiência: suas expectativas, desafios e oportunidades.

Objetivos e expectativas

Para os estudantes que sonham cursar 1 ou 2 semestres da graduação fora do país ou os que estão avaliando a oportunidade, é fundamental fazer-se a pergunta: qual o meu objetivo em estudar em uma Universidade no exterior?

Ao se autoquestionar sobre os objetivos é possível conhecer os principais aspectos que motivam o intercâmbio, as expectativas e o que se busca com esta experiência também no retorno ao Brasil.

A definição dos objetivos interfere diretamente na escolha da Universidade. É preciso conhecer as particularidades de cada instituição (grade curricular, linha de estudo, infraestrutura, entre outras) e avaliar a conexão aos seus objetivos para fazer uma escolha assertiva. Afinal, o sucesso – tão almejado no intercâmbio- deve ser orientado por objetivos, evitando-se a já conhecida frase: “Para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve”.

Conectar sonhos e objetivos é um caminho interessante!

Desafios

Como em qualquer mudança ao longo da vida, a fase de intercâmbio exige adaptações para tornar-se uma experiência de sucesso. Para os cursos universitários, especificamente, destaca-se o chamado triple challenge (desafio triplo) que o estudante enfrentará:

  1. Idioma: o estudante de ensino superior deve ter um conhecimento da língua em nível avançado. Entretanto, durante o curso, termos técnicos e conteúdos densos em outro idioma podem trazer algumas dificuldades;
  2. Sistema educacional: é em grande parte, muito diferente do utilizado em nosso país, exigindo-se muito do estudante aspectos técnicos e comportamentais (postura proativa, maneira de interação em sala de aula, metodologia de ensino);
  3. Adaptação: cultura, valores, normas e costumes locais.

 

Um dos mais relevantes desafios é fazer uma transição ágil e bem sucedida destes aspectos visando o bom desempenho acadêmico. Não será simples, mas siga em frente: Transformar desafios em aprendizados faz parte do processo de intercâmbio e principalmente, do seu desenvolvimento!

Vantagens e oportunidades

Cursar parte da graduação no exterior e viver uma experiência fora da sua zona de conforto, certamente irá agregar muitos aspectos positivos em sua bagagem.

Atitudes inovadoras, proativas e empreendedoras são muito estimuladas dentro das universidades estrangeiras e requisitadas no mercado de trabalho brasileiro.

Durante o intercâmbio existem diversas oportunidades que além de contribuírem para o desempenho acadêmico, estimulam o autoconhecimento, o crescimento e facilitam o processo de adaptação. Vamos a algumas (das inúmeras):

– Estágios na universidade ou durante o período de férias;

– Ampliar network acadêmico (e internacional!);

Participar de diferentes projetos: permite alargar sua visão e campo de atuação dentro da sua área de conhecimento;

 Atividades extracurriculares:  trabalho voluntário, grupos de estudos, esportes, entre outros;

– Envolver-se com os nativos: o intercâmbio universitário é uma das melhores formas para esta interação. Embora as universidades contem com estudantes internacionais, há um grande número de estudantes nativos.

A dica é não envolver-se somente com outros brasileiros. Lembre-se do seu objetivo!

Estudar em uma universidade estrangeira é uma experiência única! Alguns estudantes tem receio de “atrasar” sua formação, pois é possível que algumas disciplinas cursadas lá fora não sejam validadas na sua Instituição no Brasil. Mas garanto que se bem sucedida, sua graduação parcial no exterior irá “adiantar” sua carreira e sua vida em muitos aspectos.

Afinal, se Universidade no exterior é para você? Lembre-se: você é do tamanho dos seus sonhos!

 

Karen Góes- FotoKaren Goes é Psicóloga com atuação em capacitação Intercultural e de Gestão de Pessoas, Coordenadora de treinamento intercultural para imigrantes e refugiados pela SIETAR e responsável pelo serviço de Orientação Intercultural da MAPAei. É intercambista de carteirinha: Curso de Espanhol (Chile, 2015), Representante Cultural na Walt Disney Cia (EUA, 2012), Curso de Inglês (Irlanda, 2012), Intercâmbio de Trabalho na Walt Disney (EUA, 2010/11), High School (Nova Zelândia, 2005).

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>